quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quem sou? Parte 456788776655433


Parece que pelo menos uma vez por ano volto a colocar-me esta pertinente questão, e podia ser tudo muito perfeito não fosse este pensamento a razão do meu tormento e da minha constante infelicidade e insatisfação. Menina decide-te duma vez! Escolhe isto ou aquilo e resigna-te ao destino que te espera, semelhante ao comum dos mortais; um emprego que não me traz felicidade ou me completa, uns míseros trocos que vão satisfazer minimamente os meus vícios consumistas e talvez um marido que será a razão pela qual nunca concretizarei os meus sonhos e uma montanha de crianças que vão eventualmente extinguir o fogo que outrora me movia e me fazia sentir como alguém que podia realmente fazer uma diferença neste mundo. Temos que enfrentar a realidade e aceitar o nosso destino.

Mas no fundo de mim, no escuro da noite, quando não consigo dormir porque não paro de pensar e pensar… o desespero toma conta de mim e não consigo imaginar a vida assim, uma existência vazia de tudo… de alegria, de significado, de vida. Cada vez mais sinto que me perco, que aos poucos vou deixando a minha essência apagar-se…. E quase que não consigo reunir forças para lutar contra isto. Só queria uma resposta, só um sinal que aponte para o caminho que me levara à terra prometida… porque eu preciso de esperança neste momento frágil e incerto. Mas como sempre um ou dois clichés ocorrem-me, ninguém me pode dizer o que fazer ou escolher porque a vida é minha e o risco é meu e só meu; a vida é feita de alegrias e tristezas, de vitórias e perdas, acima de tudo é feita de momentos decisivos que podem influenciar definitivamente o rumo das nossas vidas.

Mais um dia, mais uma agonia… mais uma cambada de problemas e questões sem resposta e que mais uma vez vou adiar a tomada de uma resolução para amanha, e o amanha nunca chega…. Quem sabe um dia….